quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Oral

Tua boca adormecida ganhou vida 
Quando se aproximou do meu corpo, 
Provocando torturas de prazer. 
Roçou na pele nua do pescoço, 
Caminhou por minha nuca, 
Embrenhou-se pelo interior de minhas orelhas 
Chegando docemente ao meu colo, 


Onde se postou... 
Perto dos maravilhosos seios erguidos 
Contra o cetim do meu vestidinho` 
Decotado de alça branco. 
-Ali ficou. 


Molhou o tecido rodeando os mamilos róseos 
Arrepiados que denunciavam a excitação, 
Deixando as auréolas visíveis no pano branco, 
Agora transparente. 


Gostoso o gemido que sai da minha boca. 
Aperto as coxas... 
Esfrego uma na outra 
Numa fricção de desejo. 
Tuas mãos ajudam fazendo deslizar as alças do meu vestido, 
Descendo o cetim até aos quadris, 
Depois o faz cair, 
Escorregando pelas coxas, 
Até ser largado definitivamente no chão. 
Ficando o corpo protegido 
Apenas por um pequeno triângulo de lycra vermelha, 
Que cobre o mais íntimo e secreto dos meus segredos. 


-Bate então a duvida cruel... 
Subir ou descer? 
A decisão? 
A língua, agora mais levada, 
Desce por entre os seios 
Dirige-se para o centro do meu corpo acordado. 
Risca uma linha molhada na pele sedosa. 


Indo parar no meu umbigo, 
Onde penetra e fica circundando, 
Criando uma leve poça de saliva. 
-Gostoso o suspiro que sai da minha boca. 


A língua quente e úmida continua, 
Rasga minha pele quente, suga os mamilos rodeando-os, 
Me arrepiando, a boca morde a carne. 
-Tu gostas de me ver assim, excitada. 
Peço, imploro, suplico. 


Tua língua se aproxima do púbis, 
Que ainda se esconde atrás do minúsculo triângulo de lycra, 
Deixando-o molhado tanto pela saliva 
Quanto pela abundância de néctar expelido 
Pelo interior do meu corpo. 


Meus olhos lacrimejam de prazer. 
Minha boca entreaberta de desejo 
Libera gemidos e suspiros. 
Novamente a cumplicidade das mãos e boca 
Fazem a lycra vermelha desaparecer como por encanto, 
Restando apenas meu corpo nu 
E as coxas entreabertas. 


-Coloca dois travesseiros por baixo 
Das deliciosas ancas, elevando meus quadris, 
Separa os joelhos num frenesi 
Deixando as pernas completamente abertas 
Com meu sexo exposto, desejoso de mais prazer. 


A língua enrijecida e úmida 
Se contorce pela minha cintura, 
Salta o meu ventre alcançando o interior de minhas coxas, 
A ponta percorre toda a extensão das virilhas, 
Sobe e desce deixando nelas um rastro molhado. 


-Enfim nela. 
Chegando à porta do meu sexo, teu céu, 
A boca enlouquecida distribui beijos por toda área, 
Sobe e desce por entre os grandes lábios, 
A ponta da língua, como uma navalha afiada, 
Corta toda extensão do paraíso, 
Indo e voltando do umbigo ao cóccix, 


Passando pelo períneo indo até meu anus, 
Pressionando-o... 
-Levanta ainda mais as nádegas. 
Boca suga, chupa, a língua endurecida e enfurecida 
Força a entrada pro meu interior, 
Entra e sai da minha vagina 
Em movimentos ora retos e ora circulares. 
Fazendo breves pausas pra aumentar o meu prazer... 


Sai definitivamente e sobe, 
Vai de encontro ao meu maior desejo. 
-Qual? 
Ter meu clitóris completamente devassado. 


Boca e mão unidas por uma única causa, 
O meu prazer. 
-Suspira, chegou. 
Os dedos de uma de suas mãos, 
Molhados com o sumo despejado por mim, 
Massageiam delicadamente meu clitóris, 
Já a outra, livre, abusa de minhas entranhas, 
Invadindo sem o menor pudor 
As fendas do meu corpo. 
Enquanto a boca se alterna entre beijos suaves e fortes 
Deixando a língua brincar, no grelo intumescido, 
Por longo tempo, desenhando um oito a sua volta, 
Oito, símbolo do infinito, infinito do meu prazer!

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