quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Indivisível sentimento


Não sei por onde começar, nem tampouco o motivo pelo qual comecei... 
Mas já que comecei... 
Precisava começar... 
Não sei exatamente o que pensas e nem porque pensas 
Não sei exatamente o que sentes e nem o porque 
Sinto que és uma pérola mas não sinto minha 
E percebo que não é de hoje, mas sim de nunca... ou de sempre 
És alheio, como tudo é alheio 
Não entendo o que me ocorre a cada manhã... 
Não entendo o que fui, o que sou e menos ainda o que serei 
Tamanho aperto claustrofóbico espiritual que me assombra 
Como posso saber se o que faço é certo, se nem sei se certa sou? 
Instintos... Os tenho em abundância e é quase inútil cada tentativa sangrenta de enjaulá-los 
Minhas grades são muito frágeis e a distância entre cada uma muito vasta 
Que me perco em um mundo onde tudo é tão brutal 
Não posso negar que sinto falta dos primeiros olhares 
De amor e de receio 
De admiração e uma leve vergonha 
De não saberes quem sou 
Muito menos quem és 
Admiro profundissimamente o que leio e ouço de teus olhos 
Somos apenas pó... 

Se vivemos em harmonia? 
Tentamos, fingimos 
Sobrevivemos 
Sinto falta do inexistente que jamais existirá 
Temo pelo certo 
Sem ao menos ter certeza 

E por mais que possa ter um fim 
Serás sempre meu pequeno 
E eu serei sempre tua. 

Em algum lugar, algum tempo... 

Hoje, envolto em meus braços teu corpo 
E se meu amor puder preencher teu coração 
Incompleta estarei completa. 
Insana estarei sã. 

Que destino tortuoso nos pôs frente a frente 
Somos indivíduos completamente diferentes 
Mas ainda me sinto a begônia romântica de outrora... 

Eu te digo para seguires teu coração, sempre... 
Após tomado o rumo, pense 
Espero que lembres destas palavras quando tudo o mais estiver escuro: 
A memória não necessita de luz 
A lembrança não necessita de visão 
Em silêncio ao teu lado no escuro, 
Quando tudo o que já foi deixo de lado, 
Sinto-me plena e confortável 
Isso talvez ainda seja amor 

Sou muito sentimental para dizer 
Muito sonhadora para saber 
Embora meu solo seja muito fértil para sonhar 
Tuas flores e frutos muitas vezes não foram do meu agrado 
Solo, eu sofro esta angústia perfurante 
Que por mais que eu sofra jamais saberei porque eu sofro, 
E espero realmente jamais saber 
Temo o desconhecido... 
Difícil, quase impossível... 

Mas não devias ter se prendido ao teu passado 
Não devia me aprisionar nele... 
As lembranças dilaceram minhas emoções... 

O rancor dilacera a meiguice destes meus olhos sorridentes 
Envenena tudo a nossa volta e mais distantes ficam os sonhos 

Meu amor. 
Assim como para ti, para mim ocorreu de jogar tudo aos ares 
Algo me prende 
Não me critique pois não criticarás mais do que eu mesma faço 
Não me julgue mais 
Nem imaginas o que eu passo 
E por mais cretina, sentimental, rancorosa, fraca e o que mais que pareça ser 
Para mim é inefavelmente doloroso 
Sem dúvida tu és meu elo com a realidade 
Realidade esta que tanto tento fugir e não consigo... 
Ando confusa... 
Quero ficar sozinha, mas percebo que ainda preciso de ti ao meu lado 
Acho que necessito 
E que amo! 

É indizível o que sinto... 

4 comentários:

  1. nossaaaa
    começou dezembro muito bem...
    profundo...e faz parar pra pensar...
    nao sei se escreve o que passa ou apenas por ser observadora da vida...

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  2. Ai depende, algumas coisas fazem parte da minha vida, outras não! Mais quais são, isso é guardado a 7 chaves! rs

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  3. hummmmm rs
    voce manda muito bem...
    nao me canso de ler o que escreve...tao pouco de dizer o quanto te acho talentosa...

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