domingo, 22 de abril de 2012

Minha Fé...

Perdão meu Pai Ogum se amanhã não estarei lhe oferecendo minha coroa!
Entenda que não é por minha vontade,
mas o preconceito dos teus filhos terrenos me afastaram de ti!

Sei que recente duvidei de ti,
na hora da tristeza te questionei "por que".
Mas foi apenas um deslize.

A ti entreguei minha cabeça, minha alma e minha vida.
Guia-me, mesmo à distância.
Leva-me por esta estrada chamada vida.
Perdoa meus erros, cega-te aos meus desvios.
Entenda Pai que sou humana e falha,
mas meu amor por ti é do tamanho de mim.
É na fé de tua força que irei seguir em frente,
vencendo barreiras e preconceitos.

Amanhã entoarei cantos à teu louvor,
mas derramarei lágrimas de tristeza Pai.
Por favor, enxugue-as
Seque meu pranto e coloca-me no teu colo.
Que no dia de amanhã,
quando estiver clamando,
por favor,
me ouça,
me acolha,
me defenda.



ÒGÚN YÈ, PÀTÀKÌ ORÍ ÒRÌSÀ

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Momento desabafo...

Vagando pela noite percebo como as coisas mudam em nossas vidas... ontem você estava cercada de pessoas  que lhe diziam as mais belas frases de amor e amizade. Hoje você se vê com poucas pessoas a sua volta, elas lhe dizem as mesmas palavras das outras, mas desta vez, são palavras sinceras.

Eu vago pela noite a vida inteira, não necessariamente saio vagando pelas ruas, vago pela mente na maioria das vezes e engraçado como mesmo depois de tantos anos, de todas as coisas que eu passei, de todos que amei é em você que acabo pensando.

Nesse momento de despedidas queria pode me despedir de você, uma noite apenas, só para poder estar novamente em seus braços, me desculpar por todos meus erros que levaram ao nosso fim! Sei que te fiz feliz, estava em seus olhos quando éramos inocentes e planejávamos nosso futuro!

Eu fui burra, fui em busca de uma liberdade que você não podia me dar naquela época, eu cresci, trabalhei, casei, descasei, amei e odiei como quem troca de roupa. Sempre em busca de um sentimento arrebatador, daqueles que me tirariam do chão. Mas hoje sinto sinceras saudades da segurança que seus braços me davam! Do doce mel que saía de seus olhos quando você me dizia: "A sua sorte é que eu te amo!" E você me amou, como quem jamais me demonstrou tanto amor. Eu, jovem, imatura, desdenhei desse sentimento, pisoteei em nossos planos e parti em busca de sonhos!

Eu realizei estes sonhos, eu conheci pessoas novas, cumpri a promessa que te fiz de ser feliz, mas agora, na hora de dizer adeus, era nos teus olhos que eu queria olhar, segurar na tua mão, te beijar e ouvir dos seus lábios, por uma última vez: "A sua sorte é que eu AINDA te amo!"

Queria sentir teu abraço mais uma vez, queria ver no teu olhar aquele mesmo sentimento de anos atrás. Mas sei que isso não vai acontecer, você mudou. Esfriou. Quando me olha já não há amor, no máximo um carinho, uma consideração, mas amor, isso já não existe. Hoje seus lábios, abraços e sentimentos, você dedica à outra!

Mas saiba meu pequeno, que, por onde eu for, levarei na memórias todos os momentos lindo que tivemos, todas as risadas que compartilhamos e todo o sentimento que eu desperdicei. Sei que logo vou encontrar um novo amor, mas, como todos os outros, será passageiro. E, mais uma vez, eu vou chorar ao lembrar de você e me perguntar onde você estará!

domingo, 15 de abril de 2012

Não me causa pena...

Fala sério, você acha mesmo que eu ia passar minha vida caindo no choro por sua razão?
Coitado, chora noites de saudade, derrama lágrimas de tristeza e eu já não me importo!
Hoje o que me importa é felicidade,
felicidade essa que me move, mas você já não é mais o motivo deste movimento.
Conto os dias para partir, mas você fala em comigo fugir.
Entenda que sua companhia vai atrapalhar minha busca,
meu encontro com o paraíso vai ser atrapalhado por sua presença.

Nega. Seus olhos refletem esperança,
mas esta já não faz sentido,
relação com data vencida...

Entenda, quero respirar oxigênio sem seu hidrogênio,
ar puro, onde seus preconceitos e moralidades não vão interferir...
Seja feliz, mas sem minha presença.
Permita meu vôo, solte minhas asas...

Asas que você podou,
cortou,
Seu amor sufocante me fez nula...
Não reclamo, só exijo...
exijo o direito de voar sem sombra,
partir sem rastro...

Espero seu sorriso de adeus e nada mais,
enxerga o final de nosso caminho,
a extinção do carinho,
fica no teu canto e segue teu destino...

sábado, 14 de abril de 2012

Eu posso ser feliz...


Descobrir,que aquela pessoa que eu amei não era como meus sonhos,
que apesar de não ter dito o que sentia vi que não era aquilo que eu queria .
Me iludi talvez, noites passei chorando e rindo ao mesmo tempo
e em meus sonhos aquela pessoa aparecia sempre !
Mas hoje eu sei que não era isso,
e mais uma vez eu vou sair atrás daquilo que quero encontrar,
e foi por causa de você que hoje eu amadureci
que hoje eu sei a diferença entre o amor e a atração.
Mas agora chegou a hora de me despedir desse sentimento
que nem eu mesma sei se existe, eu te amei,
considerei mas não valeu apena,
só me resta uma última frase :
amor, foi com esse tempo perdido em nossas vidas
que eu descobri mais uma vez que eu posso ser feliz sem você.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Eu voltei pra mim...


Eu vim rasgando o caminho da partida,
voltando no caminho da ida.
Estou trazendo em mim eu mesmo,
mais forte do que nunca,
mais vivo, mais cheio de esperança.
Estou devolvendo meu tempo a vida,
tempo que foi furtado.
Estou refazendo os meus sonhos,
vivendo abertamente, estou desenhando um futuro.
Hoje eu voltei pra ficar,
pra viver mesmo,
pra encher meu coração de alegria.
Voltei e sorri,
sorri pra minha vida,
me alegrei comigo mesmo,
deixei minha sombra do passado no caminho .
Voltei e desenhei coloridamente na escuridão,
eu me recriei, me enchi de vida,
uma vida cheia de um futuro,
um futuro lindo,
um futuro feliz.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Velha Aldeia...


Começar a noite na estrada,
tranquilas, sem pensar em nada.
A luz da lua que nos ilumina,
nos indicando cada esquina.

Da alegria
da companhia de gente fina
que aquece o calor da brasa
na brisa que passa,
ligeira e discreta,
como as rodas da bicicleta,
que carrega seres de alegria e cansaço,
que valem cada pedalada,
cada passo.

Linda aldeia que nos espera,
com seus gnomos e quimeras.
Libertando nossa mente
e germinando a semente.

Não é que eu tenha certeza nem pressa,
mas é que aldeia conversa...
e acaba que por final
já tô de mala e cuia
convencida de ir pra rua
ver Argeu e suas curas.

Já no mato onde as energias se liberam,
onde vagalumes e sabiás nos esperam.
Na cachoeira aliviando a alma,
Em busca de equilíbrio e calma,
tecendo teias de esperança.

Como nos tempos de criança,
tenho o poder de decisão na minha mão...
Vou partir pra Aldeia então.
Fugir da urbanização.

Procurar um frescor que limpe a minha dor,
sentir o odor da flor
e mirar o beija-flor.

Por Luisa WorcmanViviane Fernandes e Polyanna Peixoto.