quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Apenas um desabafo... rs
Eu fico tentando me enganar, me dizendo que eu não to me apaixonando, mas eu sou esperta demais pra acreditar nessa mentira. Acontece que você sempre foi meio que um desejo escondido, daqueles que a gente guarda la no fundo, esconde até da gente, que é pra não correr o risco de alguém descobrir. Você nunca notou, mas por vezes eu ficava perdida, te olhando, admirando o teu sorriso, só de lembrar do seu sorriso chego a sorrir também. Eu ficava olhando os seus lábios, enquanto você falava, e ficava imaginando palavras que você nunca me disse, beijos que você nunca me deu. Eu olhava suas mãos e era só fechar os olhos, eu podia sentir-las pelo meu corpo, eu imaginava como era o seu toque e como o meu corpo reagiria à ele. E agora nós estamos além da minha imaginação e tudo é tão doce quando estamos juntos, e agora são para mim que os seus olhos olham, é a minha boca que a sua beija, foi o meu corpo que você tocou, e ele reagiu, exatamente como eu imaginei. Mas nada passam de momentos, noites, manhãs... Eu fico agora imaginando pretextos para te ligar, puxar assunto. Eu fico esperando, louca, um convite seu. Um oi "pequena"! Não se assuste, eu não vou pirar e começar uma saga louca para te conquistar. Eu só queria ter a certeza que eu posso tentar, sei lá... Queria saber poder ter esperanças! Queria saber ser o tipo certo de garota errada pra você! Eu só queria poder te tocar, beijar em público! Sem casas escuras e luzes apagadas. Isso é só um desabafo, e vou parar por aqui, antes que eu comece a rasgar todos os meus sentimentos e você comece a descobrir que eu sou doidinha! rs
domingo, 16 de setembro de 2012
Um conto ou sei lá...
A solidão é um estado de
espírito! Não importa quantas pessoas você tem à sua volta, se está em momento
solitário, todas aquelas companhias serão poucas. A solidão te faz querer algo
que você não sabe o que é, mas ela dói tanto que você faz qualquer coisa para
passar.
O estado de solidão deveria ser
dividido em estágios, o primeiro seria o estágio da negação. É logo no início
da solidão, quando ela bate à sua porta, e você corre desesperadamente pro
outro lado, procura os amigos, conhecidos, meros colegas, nada. Não adianta
fugir, a solidão é rápida e te cerca sem que você perceba.
Aí vem o segundo estágio, a
aceitação. Esse estágio, meu amigo, se você já passou, sabe o que eu digo. Este
pode ser considerado o mais triste da solidão. Aceitar-se só deixa cicatrizes.
Pedir socorro e não ter resposta dói. O pior é que quando você aceita a
solidão, ela descarrega em você um tonelada de outras emoções. É carência pra
lá, melancolia pra cá. É nesse estágio, que silenciosamente, você chora, todas
as noites. Chora baixinho, um choro só seu, solitário. É no segundo estágio que
você se engana, e mente que está bem, que a solidão é opcional e não passa de
reflexão. Bando de besteiras. Nesse momento, você só quer alguém que te diga, “Eu
to aqui”, que te abrace forte e dê proteção. Você só quer arrancar do peito
essa dor que consome, e não há palavra amiga que te tire dessa. Nesse estágio
qualquer carinho é bem vindo, um beijo, um cheiro, um sexo. Qualquer mão forte
que te percorre o corpo com desejo te consola. O problema é que normalmente,
nesse estágio, os consolos são passageiros. E você volta pra casa no dia
seguinte, com aquela dor te arrancando a alma.
Para ser otimista, imagino que a
solidão deve ter um terceiro estágio, a partida. Eu penso que um dia, numas
dessas voltas que o mundo dá, alguém aparece e te vira de cabeça pra baixo. Ela
vai te amar, e ai tudo passa. Ai você se apaixona, e não há solidão que resista
à uma paixão. Daquelas que chega te lavando a alma, renovando o brilho dos
olhos. Que solidão resistiria ao beijo quente e cheio de desejo de um amor?
E ai a sua solidão acabou.
Mas
você sabe que um dia qualquer, ela volta. Ela bate à sua porta mais uma vez,
pedindo abrigo, só pra te sugar o brilho. Só pra te deixar vazio, parado,
esperando a vida passar...
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Imagina... Santa Teresa
Rio de Janeiro!
Você está nesse momento no pé de uma ladeira. Essa ladeira é de paralelepípedo, calçadas largas, árvores enormes que fazem sombra e pessoas passam sem te perceber.
Já no começo da ladeira, você percebe que algo no ar mudou, só que você não entende o quê.
Então você sobe.
No topo da ladeira tem uma escada, e essa escada te leva para uma rua de nome Joaquim Murtinho. No chão dessa rua passam trilhos
DE BONDE
Você nem percebe e já está seguindo os trilhos. Algo te impede de voltar. Você sabe que se descer só mais um pouco, vai poder ver a Lapa de cima dos Arcos, um dos visuais mais admirados na cidade. Um bairro de construções conservadoras e vida boêmia. Mas hoje não.
Hoje você quer subir.
Muitos carros estão parados na rua e te impedem de andar pela calçada. Os prédios e casas não têm garagem. Mas e daí, aqui anda-se pela rua mesmo. Seguindo mais acima, você avista o Largo do Curvelo.
Tem uma parada do bonde lá.
Do lado esquerdo de quem sobe tem uma placa verde, tem o nome do lugar ali.
Seus olhos focam no que parece ser um mirante.
E que vista!
O Rio de Janeiro e suas luzes!
Só que você quer mais, confia em mim, sobe mais um pouco. A experiência de subir por essa ladeira a gente nunca esquece e sempre quer mais.
Ali tem
luzes,
sons,
cheiros,
imagens.
As luzes da cidade, o som das rádios que fogem das casas próximas à calçada, Val e suas quentinhas que exalam pelo ar e imagens...
os artesãos do ferro-velho
o Rio e seus prédios enormes
o bonde que passa sacudindo
os moleques com berimbau jogando algo, que dizem, é capoeira
e pessoas que passam
seguindo com suas vidas
Bem vindo ao Largo dos Guimarães
Aqui a nostalgia dá lugar à alegria. O som agora vem dos bares, apinhados de gente, cerveja e
gargalhadas sonoras. Um lugar de gente especial, você percebe.
Seguindo o trilho, a sensação é de estar em algum lugar perdido, em alguma cidade bem longe dessa babilônia.
Iluminação baixa, sem semáforos, artistas pelas ruas, poesia, música, arte.
Essa Teresa, nada Santa, deixa em quem passa por ali, lembranças inesquecíveis e um gostinho de quero mais. Uma sensação, que agora você não vive mais sem ela.
Santa Teresa tinha mesmo que ter nome de mulher, e como toda mulher que se preze,
Tereza é envolvente,
criativa,
risonha e
sensível.
Não há quem resista a Teresa
e não se apaixone à primeira vista
Olhares sinceros, sorrisos espontâneos, vozes embargadas pelo álcool
e embriagadas de emoções,
corações leves, soltos.
Teresa não tem preconceito, respeita as diferenças, opiniões, orientações.
Acolhe os artistas indecisos, os andarilhos perdidos e os corações enamorados.
Teresa conhece a vida como ela é, e é feliz desse jeito. E ela não é só isso.
Teresa não é só romance, é política, social. Se mete, pinta a cara, o muro, o asfalto e vai pra rua.
Exige seus direitos e cobra soluções. Teresa não é conto de fadas, é real, humana.
Teresa é carioca, tem ginga!
Fala todas as línguas, tem todas as cores, é de todos os lugares, sem deixar de ser daqui!
Teresa se renova, moderniza, mas não perde o charme dos velhos tempos!
Deve ser por essas e outras que chamam Teresa de Santa!
Santa Teresa!
Você está nesse momento no pé de uma ladeira. Essa ladeira é de paralelepípedo, calçadas largas, árvores enormes que fazem sombra e pessoas passam sem te perceber.
Já no começo da ladeira, você percebe que algo no ar mudou, só que você não entende o quê.
Então você sobe.
No topo da ladeira tem uma escada, e essa escada te leva para uma rua de nome Joaquim Murtinho. No chão dessa rua passam trilhos
DE BONDE
Você nem percebe e já está seguindo os trilhos. Algo te impede de voltar. Você sabe que se descer só mais um pouco, vai poder ver a Lapa de cima dos Arcos, um dos visuais mais admirados na cidade. Um bairro de construções conservadoras e vida boêmia. Mas hoje não.
Hoje você quer subir.
Muitos carros estão parados na rua e te impedem de andar pela calçada. Os prédios e casas não têm garagem. Mas e daí, aqui anda-se pela rua mesmo. Seguindo mais acima, você avista o Largo do Curvelo.
Tem uma parada do bonde lá.
Do lado esquerdo de quem sobe tem uma placa verde, tem o nome do lugar ali.
Seus olhos focam no que parece ser um mirante.
E que vista!
O Rio de Janeiro e suas luzes!
Só que você quer mais, confia em mim, sobe mais um pouco. A experiência de subir por essa ladeira a gente nunca esquece e sempre quer mais.
Ali tem
luzes,
sons,
cheiros,
imagens.
As luzes da cidade, o som das rádios que fogem das casas próximas à calçada, Val e suas quentinhas que exalam pelo ar e imagens...
os artesãos do ferro-velho
o Rio e seus prédios enormes
o bonde que passa sacudindo
os moleques com berimbau jogando algo, que dizem, é capoeira
e pessoas que passam
seguindo com suas vidas
Bem vindo ao Largo dos Guimarães
Aqui a nostalgia dá lugar à alegria. O som agora vem dos bares, apinhados de gente, cerveja e
gargalhadas sonoras. Um lugar de gente especial, você percebe.
Seguindo o trilho, a sensação é de estar em algum lugar perdido, em alguma cidade bem longe dessa babilônia.
Iluminação baixa, sem semáforos, artistas pelas ruas, poesia, música, arte.
Essa Teresa, nada Santa, deixa em quem passa por ali, lembranças inesquecíveis e um gostinho de quero mais. Uma sensação, que agora você não vive mais sem ela.
Santa Teresa tinha mesmo que ter nome de mulher, e como toda mulher que se preze,
Tereza é envolvente,
criativa,
risonha e
sensível.
Não há quem resista a Teresa
e não se apaixone à primeira vista
Olhares sinceros, sorrisos espontâneos, vozes embargadas pelo álcool
e embriagadas de emoções,
corações leves, soltos.
Teresa não tem preconceito, respeita as diferenças, opiniões, orientações.
Acolhe os artistas indecisos, os andarilhos perdidos e os corações enamorados.
Teresa conhece a vida como ela é, e é feliz desse jeito. E ela não é só isso.
Teresa não é só romance, é política, social. Se mete, pinta a cara, o muro, o asfalto e vai pra rua.
Exige seus direitos e cobra soluções. Teresa não é conto de fadas, é real, humana.
Teresa é carioca, tem ginga!
Fala todas as línguas, tem todas as cores, é de todos os lugares, sem deixar de ser daqui!
Teresa se renova, moderniza, mas não perde o charme dos velhos tempos!
Deve ser por essas e outras que chamam Teresa de Santa!
Santa Teresa!
domingo, 2 de setembro de 2012
sofro por não amar
uma noite longa
uma cabeça cheia
acendo a brasa
clareia a ideia
o que faço?
pra onde vou?
sei de meus passos passados
mas o que farei dos passos que virão
ventos me sopram pra longe
forço a barra
quero ficar
mas aqui o que acontece?
nada
vida que passa sem nada
nada de amor
nada de carinho
só um gole de cerveja
ou vinho
penso o que certo virá?
o dia amanhece daqui a 6h
em 6h começa mais um dia vazio
digo vazio não de ações
mas vazio de emoções
sinto falta da sensação de voar
voar leve
ou sonhar
não sonho
não lembro o que é sonhar
tenho risos soltos
alegrias passageiras
choros rápidos
calados
isolados
essas lágrimas doem
e são dores tao fortes
são físicas
doi o peito
doi na alma
mas são dores sem som
sem partilha
são dores minhas
essas dores são a saudade
saudade de emoçoes que tirem o folego
sinto falta de cantar músicas alegres
de sorrir sem motivo
só de lembrar de um outro sorriso
hoje sofro por que tenho o coração vazio
sem amor
e o amor faz falta
quero alguém que me dê colo
que me olhe nos olhos
quero sentir o tremer das pernas
o suor das mãos
o arrepio na nuca
só pela aproximação
hironia
não sei
sofre-se por amar
ama-se para sofrer
sofre por sem um amor ter
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