domingo, 16 de setembro de 2012

Um conto ou sei lá...


A solidão é um estado de espírito! Não importa quantas pessoas você tem à sua volta, se está em momento solitário, todas aquelas companhias serão poucas. A solidão te faz querer algo que você não sabe o que é, mas ela dói tanto que você faz qualquer coisa para passar.

O estado de solidão deveria ser dividido em estágios, o primeiro seria o estágio da negação. É logo no início da solidão, quando ela bate à sua porta, e você corre desesperadamente pro outro lado, procura os amigos, conhecidos, meros colegas, nada. Não adianta fugir, a solidão é rápida e te cerca sem que você perceba.

Aí vem o segundo estágio, a aceitação. Esse estágio, meu amigo, se você já passou, sabe o que eu digo. Este pode ser considerado o mais triste da solidão. Aceitar-se só deixa cicatrizes. Pedir socorro e não ter resposta dói. O pior é que quando você aceita a solidão, ela descarrega em você um tonelada de outras emoções. É carência pra lá, melancolia pra cá. É nesse estágio, que silenciosamente, você chora, todas as noites. Chora baixinho, um choro só seu, solitário. É no segundo estágio que você se engana, e mente que está bem, que a solidão é opcional e não passa de reflexão. Bando de besteiras. Nesse momento, você só quer alguém que te diga, “Eu to aqui”, que te abrace forte e dê proteção. Você só quer arrancar do peito essa dor que consome, e não há palavra amiga que te tire dessa. Nesse estágio qualquer carinho é bem vindo, um beijo, um cheiro, um sexo. Qualquer mão forte que te percorre o corpo com desejo te consola. O problema é que normalmente, nesse estágio, os consolos são passageiros. E você volta pra casa no dia seguinte, com aquela dor te arrancando a alma.

Para ser otimista, imagino que a solidão deve ter um terceiro estágio, a partida. Eu penso que um dia, numas dessas voltas que o mundo dá, alguém aparece e te vira de cabeça pra baixo. Ela vai te amar, e ai tudo passa. Ai você se apaixona, e não há solidão que resista à uma paixão. Daquelas que chega te lavando a alma, renovando o brilho dos olhos. Que solidão resistiria ao beijo quente e cheio de desejo de um amor?
E ai a sua solidão acabou. 

Mas você sabe que um dia qualquer, ela volta. Ela bate à sua porta mais uma vez, pedindo abrigo, só pra te sugar o brilho. Só pra te deixar vazio, parado, esperando a vida passar...

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